Mostrando postagens com marcador e. e. cummings. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador e. e. cummings. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de março de 2010

e.e.cummings


Moça, já que seu passo
é mais frágil que tudo
que vive, que tudo que respira
na terra e no mar
porque seu corpo é mais novo,

um sonho(hábil que imita e inteiramente que figura
você mesma um sonho hábil e inteiramente em movimento
com dedos, um sonho com pequenos seios empinados
e com pés) me toca

através do dia escassa e timidamente;

enquanto, junto a mim a noite longa e sobre
mim, sempre sinto mover súbita e profundamente
você tão feliz de estar viva-

você arroubo íntimo de coxas quentes
grossas, perfeitamente que me rouba; ou como o mar

que sábio rouba hábil e inteiramente a terra ignorante. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

e. e. cummings




A primavera é como uma talvez mão
(que vem cuidadosamente
de lugar Algum) arrumando
uma janela, pela qual pessoas olham (enquanto
pessoas observam
arrumando e mudando colocando
cuidadosamente ali uma coisa
estranha e aqui uma coisa conhecida) e

mudando tudo cuidadosamente

a primavera é como uma talvez
Mão em uma janela
(movendo cuidadosamente pra lá
e pra cá coisa Nova e
Velha, enquanto
pessoas observam cuidadosamente
movendo uma talvez
fração de flor aqui colocando
uma polegada de ar ali) e

sem quebrar coisa alguma.

domingo, 9 de agosto de 2009

e.e.cummings




possa meu peito sempre abrir-se aos pássaros
pequenos segredos da vida a cada passo
cantem lá o que for é melhor que saber
e quem não os ouve já se pôs a envelhecer

possa minha mente vagar com fome
e sem medo e sedenta e conforme
e mesmo domigo que eu possa esmorecer
pois quem tudo acerta jovem já deixou de ser

e possa eu mesmo fazer nada utilmente
e amar-te a ti tão mais veramente
pois tal tolo nunca houve que incapaz disto:
pôr todo o céu nas costas com um só riso